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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Entrevistando uma Crossdresser - Erika Cross

Continuando...

Vamos conhecer mais um pouco de Erika Crossdresser.
É uma grande amiga, que conheci também pela internet. Blogueira de coração, possui o Blog Universo Crossdresser no qual há muita dica, de moda, comportamento, estilo, maquiagem; um blog bem completo e detalhado sobre o assunto.


Vamos à entrevista?

1) Diga-me seu nome, idade atual e cidade onde reside?
R: Erika Cristina, tenho 32 anos e resido no momento no Bairro do Ipiranga em São Paulo, mas sou do ABC, resolvi morar no Ipiranga para facilitar a ida ao trabalho.
 
2) Qual é a sua profissão atualmente além de Crossdresser?
R: Crossdresser não é profissão não, é Hobby, agora profissão mesmo sou Bacharel em Direito e trabalho como analista de assuntos jurídicos em uma grande construtora em São Paulo. Estou pensando em cursar jornalismo em 2016, era para ser esse ano, mas a crise econômica não deixou...
 
3) Quando descobriste que era Crossdresser e como tudo começou?
R: Vou começar responder pela fim da pergunta, não me lembro qual foi a primeira peça do guarda-roupas feminino que provei, mas me lembro que já fazia desde de muito criança, me lembro de sempre assaltar o guarda-roupas de minha irmã (pouca coisa mais velha do que eu) e experimentar suas sais e vestidinhos... Descobri o termo crossdresser e que haviam pessoas iguais a mim em todo o mundo somente aos 17 anos de idade, quando tive meu primeiro contato com a internet, até então eu me via como uma transformista que não tinha coragem de assumir essa condição, para quem é mais nova é dificil imaginar, mas antigamente não havia acesso a tantas informações como hoje em dia, o esteriótipo era estabelecido no seguinte: travesti fazia programa, era marginal e não operava, transformista era quase travesti, mas se montava apenas para shows e transexual era quem operava, como fez Roberta Closet, era o máximo de informações que tínhamos.
 
4) Você possui amizades no mundo Crossdresser? Como fazer amizades neste universo?
R: Tenho muitas amizades virtuais, conheci algumas pessoalmente, mas não evoluiu, alguns desses encontros foi um tanto quando "estranhos", por isso acho que não evoluiu, creio que o medo da descoberta e a "queda da ficha" de que somos dois homens que gostam de se vestir de mulher conversando sobre o universo feminino causa alguma coisa no cérebro no momento sapo, pode ser isso, ou não, as vezes foi afinidade mesmo. Creio que a amizade no nosso caso começa sempre no mundo virtual, para sair desse mundo tem de ter muita sinceridade e confiança em ambos os lados.
 
5) Quais são as dificuldades enfrentadas por uma Crossdresser?
R: Nossa sociedade, especialmente aqui no Brasil é extremamente machista, apesar de não me assumir publicamente, sinto preconceito, por exemplo, comprar uma roupa é algo super natural para qualquer pessoal, é escolher, provar, pagar, levar, para nós CD's não é bem assim que a banda toca, escolher uma peça feminina, gostar e levar ao provador é uma prova de coragem, nunca iremos saber a reação de quem nos atendeu. Outras dificuldades são sempre ligadas ao "Pré Conceito", usou roupas de mulher é viadinho, não é bem assim, eu particularmente conheço muitas que são Hetero, pra não arriscar dizer a maioria.
 
6) Qual seria o seu maior sonho?
R: Poder um dia viver nos dois mundos, masculino e feminino, em harmonia, sem precisa me esconder. O armário é frio e úmido, gosto mais do sol.
 
7) Que palavras você daria para quem está começando (como eu) e o que você pode fazer para motivar novas Crossdresseres?
R: Não busque a cura de algo que não é doença, viva a vida, respeitando seus limites, não estrague relações, emprego, carreira por conta do crossdressing, tente viver sempre os dois lados em harmonia, mesmo que dentro de um armário (feminino, claro).
 
Bem, amiga, vejo que temos opiniões semelhantes. Fico no aguardo de suas perguntas. Foi um mega prazer conhecer um pouco mais de ti. Super beijos...Abraços...De sua amiga Kelly Cristina (somos xarás!) Crossdresser.

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