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terça-feira, 5 de maio de 2015

Vestidos de noiva - curiosidades e evolução

Parece um pouco estranho falar sobre este tema em uma comunidade crossdresser, mas como é sonho de toda mulher se casar, um dia,  em um vestido de noiva, fica a dica de leitura.

Créditos da reportagem - A arte de casar - Fábia Abrantes

Curiosidades de Casamento.
Algumas curiosidades.

Antes do século XIX, as mulheres se casavam com vestidos coloridos, pois eram aproveitados em outras ocasiões como em teatros, óperas, batizados. Predominava a cor vermelha, mas o que marcou mesmo, foi o casamento da rainha Vitória, inovando a tradição, que continua até hoje, utilizando a cor branca, que representa a pureza do amor dos noivos.

Vestido de casamento do século XVII na cor vermelha
Rainha Vitória, em seu casamento, no século XIX.

Assim, passou quase todo o século XX, quando os vestidos mais adotados eram o do tipo princesa, espelhando-se no casamento de Lady Diana, (eterna princesa).


Vestido da Lady Diana (in memorian)
Hoje, temos diversos tipos de vestidos, de acordo com a vontade da noiva. Basta ela escolher o que mais lhe agradará.
Um modelo de vestido de noiva curto

Modelo de costas à mostra
Um modelo com rendas
Estilo mullet
???
O buquê ou "bouquet" da noiva, conforme os antigos gregos, possuía uma mistura de ervas, grãos e alho pois acreditava que o alho afetasse os maus espíritos e os grãos e flores garantisse união frutífera. Na Polônia, acreditava-se que se colocasse açúcar no buquê, o temperamento da noiva manteria-se doce.



O anel de noivado, surgiu na Alemanha, dado pelo rei Maximiliano I, em 1477. Até o século XIII não havia aliança ou anel de compromisso. O papa Inocente III declarou que deveria haver um certo período entre a petição e a cerimônia de casamento. É comum, nos dias de hoje, ter o anel e depois a aliança.
A aliança significa um pacto, união. 

Algumas curiosidades sobre o casamento, em diversas culturas:

a) Conforme tradição hindu, a chuva no dia de casamento traz sorte aos noivos.
b) Na Índia, o irmão mais novo do noivo joga flores para protegê-los do mal.
c) Os franceses brindam os noivos com um copo especial com duas alças.
d) Na Alemanha, a noiva transporta sal e pão em seu bolso, e o noivo, grãos de cereais.
e) As ferraduras são símbolo de sorte, por ter formato de lua, símbolo da fertilidade.
f) No Japão utiliza-se o branco bem antes do século XIX.
g) Colocar um pouco de açúcar nas luvas da noivas adoça a união.
h) Acredita-se que o noivo tem que carregar a noiva no colo para que não seja vítima de maus espíritos que a aguarda em sua nova casa.
i) Os ingleses evitam casar no sábado, pois conforme folclore, dá azar.
j) No Egito, a família da noiva cozinha para que eles possam aproveitar o casamento.
k) A tradição das damas de honra vem dos romanos, para dar proteção aos noivos.
l) O bolo de casamento remete também à Roma, devido a representar a fertilidade (pão).
m) Na Suécia a noia coloca uma moeda de ouro e uma de prata nos sapatos para não faltar.
n) Uma safira num anel de noivado, significa felicidade conjugal.
o) Não peça um anel de pérolas, pois significa má sorte.
p) Um anel de aquamarina significa honestidade e lealdade, casamento longo e feliz.
q) Na Dinamarca os noivos trocam de roupa entre si para confundir os maus espíritos.
r) A despedida de solteiro vem dos espartanos, faziam com grande festa.
s) Em Portugal, usava-se preto como vestido de noiva até o século XIX.
t) O véu da noiva é de origem greco-romana, para proteger a noiva.
u) O bolo empilhado partiu de uma brincadeira de noivos que tentaram beijar-se por cima de um bolo que ficava cada vez maior.
v) A expressão "dar nó" em um casamento vem dos egípcios e hindus e significam quando a mão dos noivos eram atadas em sinal de união.
w) A noiva ficar à esquerda do noivo é de tradição anglo-saxônica pois cria-se que as noivas precisariam da mão direita do noivo para espantar as concorrentes.
x) Os primeiros padrinhos eram guerreiros, normalmente amigo dos noivos, tinham que defender a noiva de antigos raptores.
y) No Egito, as mulheres beliscavam a noiva no dia do casamento para dar sorte.
z) O mês de junho é popular para casamentos, pois havia um deus romano que se chamava Juno, e que simbolizava o casamento, nascimento e do coração.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quem inventou o vestido de noiva?

Olá. Estreando a temporada do mês de maio, dedicaremos algumas reportagens relacionadas ao tema. Segue reportagem extraída do Site Terra, uma pergunta enviada pela internauta Débora Teixeira da Luz.



As uniões e casamentos acontecem desde que o mundo é mundo e existem relatos bíblicos sobre essas cerimônias e seus rituais, em que a noiva sempre vestiu algo especial. Mas o casamento como instituição de direito, com garantias de lei, celebrado diante de testemunhas e na presença de juízes, nasceu provavelmente na antiga Roma. Já o vestido de noiva como o entendemos hoje, branco, com véu e grinalda, tem história muito mais recente.

A história do vestido está ligada à própria origem do casamento, que surgiu com o objetivo de legalizar uma unidade familiar, seja para a legitimação dos filhos e da herança, o estabelecimento de alianças entre famílias e clãs ou a reunião e troca de bens e riquezas. Por isso, esqueça a visão romântica. Vale lembrar que em alguns povos o casamento era um ato mais comercial que de amor. Durante muito tempo, e por sua importância socioeconômica, foi considerado impróprio deixar os corações falarem mais alto.
A cerimônia do noivado também era frequentemente celebrada com uma solenidade comparável à do casamento e o contrato especificava detalhadamente os deveres e responsabilidades das partes. Em muitas culturas era firmado não entre os noivos, mas entre os pais, que respondiam por seus filhos ainda pequenos ou nem mesmo nascidos. Esse costume perdura ainda hoje entre alguns povos, como acontece na Índia. Já o vestido de noiva tem uma história bem recente.

De início, as cores eram variadas, contanto que os vestidos fossem suntuosos, luxuosos. Até porque o casamento era visto como um arranjo comercial e o vestido da noiva servia justamente para mostrar à sociedade que as famílias tinham posses. "Os vestidos podiam ser de qualquer cor, inclusive muito se usou vermelho em épocas mais remotas, como na Idade Média (entre 476 d.C. e 1453 d.C.) e em culturas diferentes, como no Japão, Índia e China", conta Míriam Costa Manso, professora do curso de Design de Moda da UFG (Universidade Federal de Goiás). A discrição nem sempre foi sinônimo de bom gosto na moda, tanto que a noiva romana, por exemplo, podia usar um véu vermelho escuro, quase em tom de vinho, sobre uma túnica amarela cor de açafrão. Na Grécia antiga, as mulheres usavam cores escuras, inclusive estampados.

Já o preto predominou na alta Renascença (século XVI), entrando no período barroco (século XVII), diz Míriam, que ensina história da moda. Foi a época em que a Espanha ganhou primazia nos costumes europeus, e a cor mais propícia para se apresentar em uma sociedade extremamente religiosa, inclusive para as noivas, era o preto. Esqueça o bom e velho preto básico, pois as vestimentas eram pesadas e luxuosas.
Sobre a origem do vestido branco, não há consenso. Registros indicam que a rainha Mary Stuart, da Escócia, foi pioneira e aderiu ao branco no século XVI. Uma das explicações para a escolha foi que Mary Stuart fez uma homenagem à família Guise, de sua mãe, que tinha a cor branca no brasão.
Outro relato é sobre o casamento da rainha Maria de Médici, da França, no século XVII. Natural da Itália, Maria usou uma vestimenta branca, com detalhes dourados e com decote quadrado, causando rebuliço na corte francesa. Diz-se que, apesar de ser de tradição católica, ela se rebelou contra a estética religiosa que indicava o uso de cores escuras, geralmente preto, e vestidos fechados até o pescoço. Michelangelo atribuiu o branco do vestido de Maria de Médici à pureza da moça, que tinha apenas 14 anos.

Mas o amor romântico faz com que muitos atribuam a origem do vestido de noiva branco à rainha Vitória, da Inglaterra, no século XIX. Isso porque ela foi uma das primeiras nobres a se casar por amor e em um esplendoroso traje, com vestido e véu brancos e sem coroa, o que também foi inédito.
Por ser uma rainha, foi ela quem pediu o marido, o príncipe Albert, em casamento. Depois que o marido morreu, a rainha Vitória só usou preto, por isso se associa a época vitoriana a essa cor, conta Míriam.

Acessado em 14/04/2015 às 21h51